terça-feira, 19 de outubro de 2010
Plano de Aula - Hipermídia
TOCANTINÓPOLIS, 02/09/2010
PROFESSORA: Vaneça Alves da Silva de Sousa
TURMA: 4º ANO RICARDO AZEVEDO TURNO: VESPERTINO
Disciplinas: Geografia e Língua Portuguesa
COMPETÊNCIAS:
• Reconhecer e utilizar-se da geografia como ciência que contribui para a formação da cidadania, compreendendo: as relações entre natureza e sociedade, o papel do homem enquanto ator e construtor do espaço, bem como importância da preservação/conservação do meio ambiente para continuidade da vida.
• Ser capaz de compreender e utilizar-se de diversos gêneros textuais presentes em situações de interação social, respeitando as diferentes manifestações da linguagem.
HABILIDADES:
• Entender o processo de evolução dos modos de produção, do artesanato à industria moderna.
• Conhecer os principais artesanatos feitos do babaçu, bem como sua importância para o fortalecimento da economia das pessoas que sobrevivem desse trabalho.
• Perceber a importância da preservação/conservação do meio ambiente para continuidade da vida.
• Participar de situações de comunicação direta e indireta (computador – slides e vídeo).
CONTEÚDOS:
• Babaçu: Matéria- prima e produto (artesanato);
• Escuta atenta, formulação de perguntas e opiniões;
Metodologia
Será destacado, em slides, a importância do babaçu (preservação do meio ambiente) para o fortalecimento da economia das pessoas que dependem dessa renda para sobreviver, bem como as principais cidades que fazem o aproveitamento do coco babaçu para a realização do trabalho artesanal. Após esse momento será exibido o filme produzido pelo SEBRAE “O Babaçú”, onde serão mostrados os artesanatos fabricados a partir deste fruto. Em seguida, acontecerá um diálogo onde os alunos serão instigados a sanar suas dúvidas e/ou tecer comentários, através de perguntas ou opiniões. Por fim os alunos receberão uma atividade relacionada aos assuntos abordados como forma de verificar os conhecimentos dos discentes.
Avaliação
Será entregue um roteiro de questões relacionadas ao filme assistido como forma de certificar se os alunos adquiriram a compreensão esperada a respeito do assunto trabalhado. Observar-se-á, ainda os questionamentos e comentários expostos pelos discentes durante o debate, analisando a coerência dos questionamentos e organização da pergunta oral e, ainda, a relação das questões e idéias abordadas com o tema trabalhado.
REFERENCIAS:
Referencial Curricular do Ensino Fundamental das escolas públicas do Estado do Tocantins: Ensino Fundamental do 1º ao 9º ano. 2ª Edição / Secretaria do Estado da Educação e Cultura – To: 2009.
http://artesanatosebrae.blogspot.com/2009/08/nova-colecao-com-pecas-de-babacu-sera.html (15h 36min. 31/08/10).
http://www.youtube.com/watch?v=8QTNJZzxtu0&feature=related (09h 14min. 01/09/2010).
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Plano de Aula - Utilizando o hipertexto
1. Identificação:
· Série: 5º ano do Ensino Fundamental
· Turma: Ana Maria Machado
· Turno: Vespertino
· Disciplina: Ciências
2. Competências:
· Ser capaz de compreender e interpretar textos que circulam na sociedade e perceber as dificuldades da leitura;
· Valorizar as constantes transformações, a necessidade de preservação do patrimônio natural, do meio onde vive, o nosso meio ambiente.
3. Habilidades:
· Ler com entonação adequada diversos tipos de textos;
· Despertar a conscientização a respeito do meio ambiente e a importância de sua preservação;
· Conhecer a necessidade e os benefícios para a sociedade do reaproveitamento do lixo por meio da reciclagem;
· Conhecer um hipertexto através de recursos multimídias.
4. Conteúdo:
· Tema: Meio Ambiente
5. Atividades:
· Leitura coletiva de texto em slide – multimídia;
· Comentários;
· Pesquisas em vídeos e imagens utilizando internet;
· Produção textual a partir de um desenho orientado.
6. Recursos:
· Texto em slide;
· Projetor multimídia – data show
7. Avaliação:
· O processo avaliativo a acontecerá simultaneamente ao desenvolvimento da atividade proposta, através da observação direta, o aluno será avaliado quanto as habilidades e competências propostas.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Oi Novos Brasis 2010

contribuir para transformar a realidade de milhares de pessoas em
centenas de comunidades. Da grande cidade ao pequeno município da última
fronteira. Seu projeto pode fazer toda a diferença, inédito ou em novo
estágio, buscamos ideias criativas, com a marca da singularidade e a
intenção solidária e cidadã.
Oi Novos Brasis 2010. Inscreva seu projeto ainda hoje. Juntos, vamos
demarcar novas fronteiras, no espaço de cidadania.
Inscrições até 26 de julho.
Os projetos deverão ser inscritos exclusivamente pelo site
www.oifuturo.org.br/oinovosbrasis2010.
Para qualquer outro esclarecimento, entre em contato conosco através do e-mail: projetonovosbrasis@oi.com.br
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Tecnologia - Hipertexto
Estudar sobre hipertexto, nos remete num primeiro momento a refletir sobre a democratização do conhecimento, através da acessibilidade por meio da internet. Além do fácil acesso à idéias, inovações e informações o avanço tecnológico contribuiu fortemente para que novos conhecimentos fossem descobertos, como mostra o primeiro texto indicado para a realização das atividades deste módulo.
Certamente um dos veículos que propiciam uma alavanca nessa democratização do conhecimento é o hipertexto que se caracteriza como um texto que possibilita uma visão multidimensional do leitor, interligando vários conceitos e exemplificações ao texto lido. Dessa forma, penso que podemos considerar o hipertexto como um veículo com várias ramificações (links) que podem facilitar ao leitor o entendimento e criação de relações com alguns outros conceitos que servirão de base para a compreensão do que se estuda.
A experiência que o leitor pode ter ao realizar uma pesquisa utilizando um hipertexto pode ser relacionada com as conexões cerebrais ocorridas na mente do ser humano, onde cada leitura nos remete a estabelecer relações com outras leituras e experiências já vivenciadas. Isso não significa que todas as relações ou dúvidas produzidas na mente do leitor possam estar incluídas nos links dispostos nas páginas pesquisadas. No entanto, a impressão que temos é que ao acessar um determinado hipertexto estamos diante de uma infinidade de conhecimentos que estão disponíveis em toda a rede.
Enfim essa nova forma (não linear) de produzir e realizar uma leitura está relacionada com a democratização do conhecimento, fator essencial para a existência de uma sociedade mais igualitária.
Vaneça Alves
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Para os envolvidos em educação: é importante superar uma visão reducionista que entende as tecnologias digitais usadas pelos professores numa perspectiva meramente técnica.
Por Valéria Roque
Essa discussão volta-se para questões acerca da incorporação das tecnologias digitais às ações educativas formais e o papel do professor frente às atuais demandas trazidas por essas tecnologias.
Primeiramente é necessário destacar, como o faz Arruda (2004), que a partir da maior difusão de acesso à internet, em torno do ano de 1995, diversos pesquisadores começaram a associar esse tema às pesquisas educacionais. Esse autor, em consonância com Castells (2001), reconhece que tal difusão seja relativa, mostrando-se mais presentes junto às camadas A e B da população brasileira.
No entanto, destaca que ?a utilização de tecnologias educacionais no contexto escolar está inserida em uma realidade econômica mais ampla, marcada por um processo de reestruturação capitalista? (ARRUDA pg. 14, 2004), que gerou a organização de movimentos de mudanças pedagógicas, não apenas no Brasil, como também em outros países, como, Chile, Portugal e Espanha.
No curso desse movimento diversas modificações foram trazidas para nosso sistema educacional, em formatos distintos e diversos, que vão desde medidas avaliativas, como ao lançamento de Parâmetros Curriculares. Não é objetivo deste texto debater sobre essas transformações, mas sim reconhecer que, a preocupação em se incorporar as tecnologias digitais nos processos educacionais vêm associadas a elas.
Nesse fluxo as pesquisas educacionais conseguem identificar, junto às escolas públicas e privadas um movimento de ?informatização? desse espaço. Cabe também destacar que esse movimento tem por meta a difusão dos meios informatizados junto aos educandos. No entanto, tal processo deve ser analisado com cautela e um certo grau de relativização.
Relacionar as tecnologias digitais à educação exige o reconhecimento de dois pontos, considerados por mim e Arruda (2005) como fundamentais. Primeiro, as tecnologias digitais trazem possibilidades interativas para a educação as quais, aparentemente, ainda não foram, genericamente, incorporadas nas práticas docentes, independentemente à adoção, ou não, dessa nova linguagem.
Tais possibilidades interativas podem trazer para a docência novos encaminhamentos quanto ao processo de aquisição do conhecimento pelo aluno. Compreendo que a utilização das tecnologias digitais deva ser assumida como parte da cultura escolar. Embora seja notória a importância atribuída a essas novas tecnologias no âmbito escolar, uma vez que esta é por vezes utilizada como estratégia de marketing por escolas privadas, ainda é desconhecido o(s) modo(s) como essas tecnologias são apropriadas pelos professores.
Em segundo lugar, como indica Arruda (2004), existe um descompasso entre o domínio que o docente apresenta destas novas linguagens frente aos conhecimentos que seus alunos possuem.
Esse ponto registra-se como um complicador a mais para o docente que, além de necessitar possuir um conhecimento específico acerca das possibilidades postas pela disciplina escolar a qual leciona, deverá também ser capaz de identificar as tecnologias digitais como linguagem favorecedora para apreensão da realidade?
Como o docente fará esse último movimento sem apresentar, até mesmo, conhecimentos básicos na área da informática?
Destaco ainda que, conhecimentos básicos mostram-se insuficientes para a apreensão, pelo professor, das potencialidades das tecnologias digitais para o ensino. Promover a discussão sobre a incorporação e as implicações das tecnologias digitais nas escolas, em especial nas disciplinas escolares, significa assumir a idéia da constituição de ?sujeitos comunicacionais? pela instituição escolar.
Em pesquisa recentemente desenvolvida (1), tive a oportunidade de observar como os professores de escolas privadas de Belo Horizonte utilizam tecnologias digitais em sua prática pedagógica. Resultados parciais vêm indicando aos pesquisadores envolvidos que, embora a literatura conhecida aponte o caráter amplo dado ao desenvolvimento tecnológico ao longo da história humana, na escola ainda persiste uma interpretação muito mais ligada à questão técnica.
Os dados obtidos até o momento confirmam a perspectiva de Arruda (2004) a qual afirma que a, as tecnologias digitais são tratadas no âmbito escolar somente no seu aspecto de produção de técnicas e ferramentas, limitando a presença das tecnologias tão somente aos chamados ?recursos? didáticos, como quadro, giz, aparelhos, livros etc.
Deixa-se de observar aspectos muito mais amplos de introdução de tecnologias no ensino. Alava (2002) afirma-nos que no sentido mais amplo atribuído às tecnologias, o processo de ensino-aprendizagem acontece sempre mediado por alguma tecnologia, seja organizacional, simbólica ou ferramenta/recurso.
Na verdade, na sociedade contemporânea há uma estreita vinculação entre tecnologia e ?novidade?, principalmente porque na modernidade a tecnologia está ligada à produção (PAIVA, 1999). O modelo de produção atual é caracterizado pela grande diversidade de produtos e segmentação de mercado, o que leva as empresas a buscarem constantemente o desenvolvimento tecnológico visando a ?diferenciação? em um mercado amplamente competitivo.
Entretanto, a análise das práticas pedagógicas e de alguns softwares voltados para o ensino tem indicado um uso das tecnologias digitais bastante próximo àquele atribuído, por exemplo, ao livro didático. Nesse último caso o conteúdo presente no material didático é incorporado como fim da aprendizagem e não como meio.
As tecnologias digitais (softwares, internet) são tratadas como ?livros didáticos animados? ou simples material de pesquisa, similar ao que ocorre com revistas e jornais.
Essas características presentes na prática pedagógica revelam não apenas um desconhecimento acerca das possibilidades para as atividades educacionais, mas também (se não, sobretudo) uma concepção de ensino de distante das orientações recentes postas para educação brasileira a partir da década de 1990.
Uma outra forma de aprender
Alava (2002) (2) afirma que estas novas tecnologias dizem respeito, sobretudo aos educadores, no entanto são vistas como elementos técnicos que ?renovam? o ensino somente através da introdução do maquinário na escola.
No entanto as novas tecnologias da informação e comunicação oferecem novas possibilidades de aprender e devem deixar o estatuto de simples auxiliar (na aprendizagem) para tornar-se centro de uma outra forma de aprender, que afeta, em primeiro lugar a mudança dos modos de comunicação e dos modos de interação.
Finalizo afirmando a necessidade de pesquisas favoreçam a apreensão das possibilidades cognitivas postas por essa linguagem, a fim de superar um visão reducionista que percebe as tecnologias numa perspectiva meramente técnica. [Webinsider]
Notas
(1) ALLAIN, L., ARRUDA, E. ROQUE ASCENÇÃO, V. Implicações das Novas Tecnologias na Prática Pedagógica de Professores de Ciências, Geografia e História das séries iniciais: um recorte pedagógico e comunicacional. Belo Horizonte, Universidade FUMEC, 2005.
(2) Autores como SANCHO (1998), LANDRY (2002), GREEN e BIGUN (1995), ARRUDA (2004), SILVA (2003), dentre outros também apresentam olhares mais amplos sobre as tecnologias e buscam desmistificar a idéia de que tecnologia está ligada sempre a algo recente.
Bibliografia
ALAVA, Séraphin & colaboradores. Ciberespaço e formações abertas: rumo a novas práticas educacionais? Porto Alegre: Artmed, 2002
ARRUDA, Eucidio. Ciberprofessor: Novas Tecnologias, Ensino e Trabalho Docente. Belo Horizonte: Autêntica, 2004
CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003.
GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. São Paulo: Unesp, 1991.
PAIVA, José Eustáquio Machado de. Um estudo acerca do conceito de tecnologia. In: Educação & Tecnologia. Belo Horizonte: Revista do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, v. 4 n. ½ jan/dez. 1999.
Sobre o autor
Valéria de Oliveira Roque Ascenção (valeriaroque@gmail.com) é professora da Universidade Fumec.
http://webinsider.uol.com.br/2006/11/09/o-papel-das-tecnologias-digitais-no-contexto-escolar/
